Fluxo de Caixa
O que é
Fluxo de caixa é o acompanhamento das entradas e saídas de dinheiro em um período. Ele mostra se a empresa gera caixa suficiente para operar, investir e honrar compromissos — hoje e nos próximos meses.
Por que é crítico
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Liquidez: evita faltar dinheiro para pagar folha, fornecedores e impostos.
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Decisão: indica quando financiar, investir ou segurar gastos.
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Prevenção: antecipa apertos de caixa e orienta correções rápidas (preço, prazos, estoque).
Tipos de fluxo
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Operacional (FCO): caixa das atividades do dia a dia (vendas recebidas – pagamentos operacionais).
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Investimento (FCI): compra/venda de imobilizado, projetos, aplicações de longo prazo.
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Financiamento (FCF): captações, amortizações, distribuição de lucros.
Como calcular (método direto)
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Entradas: recebimentos de vendas, serviços, juros, outros.
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Saídas: compras/fornecedores, salários, tributos, aluguel, despesas financeiras.
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Fluxo líquido do período = Entradas – Saídas.
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Saldo final de caixa = Saldo inicial + Fluxo líquido.
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Projeção: repita por semana (curto prazo) e mês (90–180 dias) para visão antecipada.
Indicadores-chave
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PMR (Prazo Médio de Recebimento): dias para receber vendas.
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PMP (Prazo Médio de Pagamento): dias para pagar fornecedores.
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PME (Prazo Médio de Estocagem): dias com mercadoria parada.
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Ciclo de Caixa = PME + PMR – PMP (quanto menor, melhor).
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NCG (Necessidade de Capital de Giro) = Contas a Receber + Estoques – Fornecedores. Se sobe, aperta o caixa.
Diferença: lucro × caixa
Lucro considera competência (venda faturada). Caixa considera regime de caixa (venda recebida). Dá para ter lucro e quebrar, se o recebimento não acompanha as saídas.
Erros comuns (e correções)
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Confundir faturamento com caixa → monitore recebimentos previstos vs. realizados.
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Prazos desequilibrados (recebe em 60d, paga em 28d) → negocie PMP maior, ofereça desconto por antecipação ao cliente e use meios de antecipação com custo controlado.
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Estoque alto → ajuste giro, curva ABC e compras por demanda real.
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Impulsos de investimento sem cobertura → projete FCO e reserva mínima antes.
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Não projetar tributos → inclua calendário fiscal no fluxo.
Rotina de gestão em 5 passos
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Diário: registrar entradas/saídas e conciliar bancos.
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Semanal: revisar D+7/D+30 (previsto vs. realizado) e acionar cobranças.
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Mensal: medir Ciclo de Caixa, NCG, PMR/PMP/PME e ajustar políticas.
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Trimestral: simular cenários (queda de 10% nas vendas, aumento de prazo, investimento).
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Governança: defina limites de caixa mínimo, gatilhos de ação e responsáveis.