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Fluxo de Caixa


Fluxo de Caixa

O que é

Fluxo de caixa é o acompanhamento das entradas e saídas de dinheiro em um período. Ele mostra se a empresa gera caixa suficiente para operar, investir e honrar compromissos — hoje e nos próximos meses.

Por que é crítico

  • Liquidez: evita faltar dinheiro para pagar folha, fornecedores e impostos.

  • Decisão: indica quando financiar, investir ou segurar gastos.

  • Prevenção: antecipa apertos de caixa e orienta correções rápidas (preço, prazos, estoque).

Tipos de fluxo

  • Operacional (FCO): caixa das atividades do dia a dia (vendas recebidas – pagamentos operacionais).

  • Investimento (FCI): compra/venda de imobilizado, projetos, aplicações de longo prazo.

  • Financiamento (FCF): captações, amortizações, distribuição de lucros.

Como calcular (método direto)

  1. Entradas: recebimentos de vendas, serviços, juros, outros.

  2. Saídas: compras/fornecedores, salários, tributos, aluguel, despesas financeiras.

  3. Fluxo líquido do período = Entradas – Saídas.

  4. Saldo final de caixa = Saldo inicial + Fluxo líquido.

  5. Projeção: repita por semana (curto prazo) e mês (90–180 dias) para visão antecipada.

Indicadores-chave

  • PMR (Prazo Médio de Recebimento): dias para receber vendas.

  • PMP (Prazo Médio de Pagamento): dias para pagar fornecedores.

  • PME (Prazo Médio de Estocagem): dias com mercadoria parada.

  • Ciclo de Caixa = PME + PMR – PMP (quanto menor, melhor).

  • NCG (Necessidade de Capital de Giro) = Contas a Receber + Estoques – Fornecedores. Se sobe, aperta o caixa.

Diferença: lucro × caixa

Lucro considera competência (venda faturada). Caixa considera regime de caixa (venda recebida). Dá para ter lucro e quebrar, se o recebimento não acompanha as saídas.

Erros comuns (e correções)

  • Confundir faturamento com caixa → monitore recebimentos previstos vs. realizados.

  • Prazos desequilibrados (recebe em 60d, paga em 28d) → negocie PMP maior, ofereça desconto por antecipação ao cliente e use meios de antecipação com custo controlado.

  • Estoque alto → ajuste giro, curva ABC e compras por demanda real.

  • Impulsos de investimento sem cobertura → projete FCO e reserva mínima antes.

  • Não projetar tributos → inclua calendário fiscal no fluxo.

Rotina de gestão em 5 passos

  1. Diário: registrar entradas/saídas e conciliar bancos.

  2. Semanal: revisar D+7/D+30 (previsto vs. realizado) e acionar cobranças.

  3. Mensal: medir Ciclo de Caixa, NCG, PMR/PMP/PME e ajustar políticas.

  4. Trimestral: simular cenários (queda de 10% nas vendas, aumento de prazo, investimento).

  5. Governança: defina limites de caixa mínimo, gatilhos de ação e responsáveis.

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